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        <title>Volt Portugal (PT) | Notícias</title>
        <description>Notícias - Volt Portugal (PT)</description>
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            <title><![CDATA[28 de Maio de 1926 <br> Relembrar os ecos da História]]></title>
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            <pubDate>Thu, 28 May 2026 22:04:00 +0100</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/newsarticles/2026/19260528.jpg/ca4423f78c1a4f59e5b2a4a3a54b3339/19260528.jpg" width="1880" height="1088" alt="28 de Maio de 1926 &lt;br&gt; Relembrar os ecos da História"></p>
                                                <p>É, portanto, de uma ironia igualmente negra, passado este século, que um clima muito parecido se verifique, protagonizado por forças que, apresentando as devidas diferenças, reciclam muitas das ideias e se aproveitam do medo e incerteza que vivemos para trazer de volta o obscurantismo, ameaçando as nossas liberdades e pondo em causa o nosso futuro em Democracia.</p><p>Neste contexto, parece-nos fundamental olhar para este dia sem pudores, e para as condições que levaram ao infame Golpe de Estado, de forma a aprendermos com os erros dos nossos antecessores e evitar que forças políticas do presente tenham a rédea demasiado curta para retirar este esqueleto do armário. </p><p>Muito se pode dizer sobre a Primeira República e sobre o contexto português no início do século passado, em particular no pós-Grande Guerra, mas o grande fio condutor para nós é a enorme instabilidade política, marcada por constantes trocas de governo (45 governos constitucionais em 16 anos), um assassinato presidencial em 1918.  E claro, a Noite Sangrenta, de 19 para 20 de Outubro de 1921, em que um grupo de civis e militares assassinou várias figuras do regime. </p><p>A isto somam-se políticas regidas mais pelo fervor ideológico do que pelo pragmatismo e moderação, tomadas pelas elites das grandes cidades, que se demonstravam tremendamente ignorantes da realidade do resto do país e procuravam também servir primariamente os seus interesses. </p><p>É triste que, subtraindo a violência política, que felizmente, por enquanto, já não vai sendo nosso apanágio, esta imagem que descrevemos nos seja tão familiar, com sinais já claros do regresso dos extremos às ruas e ao horário nobre dos nossos media e, inclusive, da Assembleia da República.</p><p>Portanto, em conclusão, apesar da situação no presente ser mais estável em termos da degradação das instituições democráticas, é necessário que os nossos decisores actuais sejam mais responsáveis que os da Primeira República, que promovam a estabilidade e a concórdia na nossa sociedade e que tomem a necessidade de reformas urgentes, com seriedade, seja na economia ou nas instituições e, acima de tudo, que sejam lanternas de esperança no futuro, para que os extremos não possam colar o Centrismo e o bom senso à estagnação e nos impinjam “pílulas negras” e desespero. </p><p>Da parte do Volt Portugal, continuaremos a nossa postura de pragmatismo progressista e humano, assente numa cidadania activa, vibrante e plural, que clama por uma nova geração de políticos que tragam novas ideias e não se limita a reciclar receitas ideológicas do passado, que têm pouca ou nenhuma base científica ou empírica. Só assim poderemos combater as forças inimigas da Liberdade ou do Progresso, que nos querem atirar de novo para as trevas, como os militares acabaram por fazer há um século atrás.</p><p><strong><em>Pedro Caetano Pires, 28 de maio de 2026</em></strong></p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[COMUNICADO OFICIAL <br><br> CASO DAS LAJES </br> <br>Portugal precisa de soberania europeia e não de dependência estratégica </br>]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/comunicado-oficial-caso-das-lajes-portugal-precisa-de-soberania-europeia-nao-de-dependencia-estrategica</link>
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            <pubDate>Wed, 20 May 2026 15:46:00 +0100</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/rubio-vs-rangel.jpg/eaacee4d853d621d364327867b6a8ad4/rubio-vs-rangel.jpg" width="1880" height="1088" alt="COMUNICADO OFICIAL &lt;br&gt;&lt;br&gt; CASO DAS LAJES &lt;/br&gt; &lt;br&gt;Portugal precisa de soberania europeia e não de dependência estratégica &lt;/br&gt;"></p>
                                                <p>O problema não está apenas em saber quem pediu primeiro ou quando foi dada a autorização. A questão decisiva é outra: Portugal sabia, com clareza, para que poderiam ser usados os meios militares norte-americanos que passaram pelas Lajes? Sabia que poderiam estar ligados a uma operação militar contra o Irão? Exigiu garantias? Impôs limites? Ou foi simplesmente colocado perante factos consumados?</p><p>Se os Estados Unidos pediram a utilização de território português sem esclarecer plenamente o seu enquadramento operacional, e se esse território acabou ligado a uma operação militar de enorme sensibilidade internacional, então Portugal não foi tratado como um aliado soberano. Foi tratado como uma peça logística numa estratégia decidida em Washington.</p><p>As declarações de Marco Rubio agravam esta perceção. Ao sugerirem que Portugal já teria aceitado a utilização da Base das Lajes antes de existir um pedido formal norte-americano, tornam ainda mais evidente a opacidade, a confusão e a ausência de controlo político claro sobre uma decisão que envolve território português, segurança internacional e risco de escalada militar.</p><p>O Governo tem de explicar ao país o que sabia, quando soube e que garantias exigiu. A Base das Lajes é território português. Não pode ser tratada como uma infraestrutura automaticamente disponível para decisões militares de uma potência estrangeira.</p><p>Este caso também revela a pobreza da resposta política nacional. Perante um episódio que levanta dúvidas sérias sobre transparência, controlo democrático e soberania territorial, demasiados partidos escolheram o cálculo tático. Uns procuraram dramatizar o caso para consumo mediático. Outros usaram-no para repetir reflexos ideológicos antigos. Mas poucos fizeram a pergunta certa: Portugal tem hoje capacidade real para garantir que o seu território não é usado em operações militares externas sem conhecimento pleno, escrutínio democrático e autorização soberana?</p><p>A resposta é desconfortável. Portugal decide no papel, mas é vulnerável na prática.</p><p>Quando um país pequeno não tem meios próprios suficientes nem uma arquitetura europeia forte que o proteja de pressões externas, a sua soberania fica condicionada pelos mais fortes.</p><p>É precisamente por isso que o argumento contra uma Europa federal falha. Dizem-nos que Portugal perderia autonomia se integrasse uma Federação Europeia. Mas que autonomia é esta, se o nosso território pode ser arrastado para operações externas entre versões contraditórias, ambiguidades diplomáticas e ausência de garantias claras?</p><p>Portugal será mais soberano, não menos, numa Europa com política externa comum, forças armadas europeias, orçamento de defesa partilhado e autonomia estratégica real. Só uma Europa unida terá escala e peso geopolítico para garantir que território europeu não é usado por potências externas sem transparência, controlo democrático e autorização soberana.</p><p>O Volt defende uma Europa capaz de proteger os seus cidadãos, os seus territórios e os seus interesses. Uma Europa que fale de igual para igual com Washington, Moscovo ou Pequim. Uma Europa onde Portugal deixe de estar exposto à pressão dos mais fortes e passe a fazer parte de uma comunidade política com poder real.</p><p>O caso das Lajes não é apenas um problema português. É um sintoma da fragilidade europeia. Enquanto a Europa continuar fragmentada, dependente e militarmente incompleta, os seus Estados continuarão vulneráveis a decisões tomadas por outros.</p><p>O Volt Portugal exige esclarecimentos completos do Governo, transparência perante a Assembleia da República e uma discussão séria sobre a criação de uma verdadeira Defesa Europeia Comum.</p><p>Porque a soberania portuguesa não se protege com ambiguidades, dependências ou vassalagens. Protege-se com democracia, transparência e uma Europa federal capaz de defender o seu território.</p><p><strong><em>Fim do comunicado.</em></strong></p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Volt com a comunidade Ucraniana no Dia da Europa]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/volt-com-a-comunidade-ucraniana-no-dia-da-europa</link>
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            <pubDate>Sun, 10 May 2026 14:37:00 +0100</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/newsarticles/2026/dia-da-europa/ptukr.jpg/607818977228f4a654d5ab8f37be9c1d/ptukr.jpg" width="1880" height="1088" alt="Volt com a comunidade Ucraniana no Dia da Europa"></p>
                                                <p>&quot;Compatriotas europeus, amigos ucranianos, caros cidadãos de Lisboa, </p><p>Hoje, no Dia da Europa, estamos reunidos em Lisboa para afirmar a nossa solidariedade com o povo ucraniano e defender uma Europa mais unida, forte e capaz de proteger os seus valores. O povo ucraniano não está apenas a defender o seu território. Está a defender os princípios sobre os quais a Europa foi construída: liberdade, democracia e autodeterminação. Quero agradecer particularmente a Pavlo Sadokha e a toda a comunidade ucraniana em Portugal pela coragem, dignidade e persistência que têm demonstrado ao longo destes anos. A vossa luta e resistência inspiram toda a Europa. A guerra na Ucrânia mostrou-nos uma verdade essencial: a solidariedade europeia precisa de ser acompanhada por capacidade de agir. Precisamos de uma Europa mais forte, com uma política externa comum, maior coordenação estratégica e capacidade conjunta de defesa.</p><p>Portugal esteve do lado certo da História ao apoiar a Ucrânia e acolher milhares de refugiados. Mas este é também o momento para toda a Europa ter mais ambição, mais unidade e mais coragem política. Hoje, a bandeira europeia e a bandeira ucraniana representam a mesma esperança: a esperança de um continente livre, democrático e unido.</p><p>Slava Ukraini. Viva a Ucrânia livre. Viva a Europa unida.&quot;</p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Duarte Costa no Jornal de Leiria]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/duarte-costa-no-jornal-de-leiria</link>
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            <pubDate>Tue, 05 May 2026 13:47:00 +0100</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/newsarticles/2026/duartegreen.png/e407736328cc96c6bfad6244625a5648/duartegreen.png" width="1880" height="1088" alt="Duarte Costa no Jornal de Leiria"></p>
                                                <p>A entrevista debruça-se essencialmente nas consequências das alterações climáticas e na necessidade de adaptar a resposta das autoridades responsáveis pela gestão e prevenção de situações de risco e reforçar os seus meios de actuação. Aborda também a possibilidade da Europa ser atingida pelo fenómeno do Super El Niño e o que isso nos pode trazer, e aproveitar a actual crise energética como uma oportunidade para acelerar o processo de descarbonização.</p><p>Destaque ainda para a <a target="_blank" href="https://form.typeform.com/to/gFqwLbl0?typeform-source=voltportugal.org">petição pública</a> promovida pelo Volt Portugal, que serve como um apelo à cidadania, ligado às alterações climáticas.</p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Volt Solicita audiência com António José Seguro]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/volt-solicita-audiencia-com-antonio-jose-seguro</link>
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            <pubDate>Thu, 30 Apr 2026 16:39:00 +0100</pubDate>
            <description><![CDATA[<p>A carta consiste num pedido de audiência com o Presidente, para discutir temas que o partido vê como prioridades fulcrais na conjuntura actual:</p><ol start="1"><li><p>Defesa Europeia: A transição de uma cooperação fragmentada para uma verdadeira União Europeia de Defesa, garantindo que o continente possui capacidade de resposta autónoma perante ameaças externas. </p></li><li><p>Autonomia Tecnológica: A necessidade de reduzir a dependência crítica face aos EUA e outros blocos, investindo em infraestruturas digitais e inovação soberana que protejam as nossas democracias de interferências e vulnerabilidades sistémicas.</p></li><li><p>Soberania Energética: A aceleração de uma matriz energética integrada e descarbonizada, essencial para mitigar a volatilidade geopolítica que o conflito no Irão veio intensificar e garantir um clima seguro à vida no planeta.</p><p>A estes temas soma-se a preocupação com as alterações climáticas e seus efeitos, dois quais tivemos um terrível exemplo recentemente e sobre o qual temos vindo a desenvolver muito do nosso trabalho político, com o demonstra a <a target="_blank" href="https://form.typeform.com/to/gFqwLbl0?typeform-source=voltportugal.org">Petição Pública</a> que estamos a promover.</p></li></ol>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[O Alentejo não se esconde atrás de um biombo — mas os números não mentem]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/artigo-de-opiniao-publicado-no-semanario-a-sul-de-14-de-marco</link>
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            <pubDate>Sun, 22 Mar 2026 14:17:00 +0000</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/images/2025/autarquicas2025/autarquicas_evora/pedropessoa.jpg/2e8bc0db53d377e4311ffe63c454da18/pedropessoa.jpg" width="1880" height="1088" alt="O Alentejo não se esconde atrás de um biombo — mas os números não mentem"></p>
                                                <p>Comecemos pela música, já que é por aí que o autor abre o seu texto. E comecemos com uma ironia que a realidade se encarregou de servir: ontem à noite, poucas horas antes de eu escrever estas linhas, os Bandidos do Cante — cinco amigos de Beja que cresceram a cantar cante alentejano — venceram o Festival da Canção com &quot;Rosa&quot; e vão representar Portugal na Eurovisão, em Viena, em maio. Nas suas primeiras palavras após a vitória, disseram que os avós deviam estar orgulhosos, porque foram eles que lhes ensinaram o cante. E prometeram levar o Alentejo aos quatro cantos do mundo. Será isto uma &quot;musiquinha&quot; de algoritmo feita para agradar a lisboetas?</p><p>Chamar &quot;musiquinhas&quot; à produção musical alentejana contemporânea é, no mínimo, depreciativo. É verdade que nem tudo o que se produz com sotaque alentejano é obra-prima — como em qualquer género musical, há fórmula e há criação genuína. Mas reduzir o fenómeno a uma conspiração de algoritmos concebidos para agradar a lisboetas é profundamente injusto para artistas que trabalham num mercado difícil, competitivo e que raramente recompensa quem vem de fora dos grandes centros. Ver grupos e artistas alentejanos a conseguirem espaço nas rádios, nos festivais e nas plataformas digitais é, antes de mais, uma vitória.Uma vitória de talento, de persistência e de identidade cultural numa indústria que tende a esmagar quem não se encaixa nos moldes dominantes.</p><p>Sim, é verdade que &quot;tudo o que for alentejano vende&quot; — desde que seja produto de qualidade. E é isso que estes artistas estão a demonstrar:que há público para a autenticidade, para as sonoridades da nossa terra, para as histórias contadas com a cadência que é nossa. O Cante Alentejano foi reconhecido como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Os Bandidos do Cante vão agora levá-lo à Eurovisão. A música alentejana, nas suas diversas formas, não é um biombo — é uma ponte entre gerações, entre o rural e o urbano, entre a tradição e a contemporaneidade. Desprezá-la é desprezar uma das poucas forças culturais vivas que o Alentejo ainda consegue projetar para fora de si.</p><p>Dito isto — e aqui está a minha divisão — os problemas que Henrique Raposo enumera existem. E são graves. Seria intelectualmente desonesto negá-lo ou minimizá-lo. Só que a forma de os combater não é atirando os artistas alentejanos para a fogueira.</p><p>Os números são frios e implacáveis.</p><p>Segundo <a target="_blank" href="https://ffms.pt/pt-pt/estudos/pobreza-monetaria">o estudo mais recente da Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre pobreza monetária em Portugal</a>, baseado nos dados do INE para 2024, o Alentejo é hoje a região com a maior incidência de pobreza do país, com uma taxa de 17,9%. E o dado mais preocupante: enquanto as restantes regiões registaram uma redução significativa das taxas de pobreza — a diferença entre a região mais pobre e a menos pobre caiu de 11,3 para 5,7 pontos percentuais —, no Alentejo a pobreza cresceu no último período. Não estamos a falar de estagnação. Estamos a falar de retrocesso, num contexto nacional de melhoria generalizada.</p><p>Na saúde mental, o panorama é igualmente sombrio. A investigação científica <a target="_blank" href="https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/ZtzJ5gdgPxrFSV8gFzBPcch/?lang=pt">publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria</a>, analisando dados entre 2007 e 2014, identificou o Alentejo como a região com a mortalidade por suicídio mais elevada de Portugal, com uma taxa de 12,8 por cem mil habitantes. Estudos mais recentes, <a target="_blank" href="https://journals.openedition.org/sociologico/12267">publicados em 2024 na revista Sociológico</a>, confirmam que esta tendência se mantém: na população com mais de 65 anos, a taxa no Alentejo (48,9 por cem mil habitantes em 2019) é quase o triplo da média do continente. A investigação aponta para um padrão associado ao isolamento, ao envelhecimento da população e à privação sócio-económica. Como notou <a target="_blank" href="https://www.publico.pt/2025/05/23/sociedade/noticia/velhos-alentejo-casos-suicidio-mantiveramse-acima-9-2023-2133341">o Público em maio de 2025</a>, o suicídio continua a ser um fenómeno particularmente significativo no Alentejo e a taxa nacional permanece praticamente inalterada ano após ano.</p><p>Quanto à questão do racismo e discriminação, importa ser rigoroso. Não encontrei dados regionais específicos e suficientemente fiáveis para o Alentejo que permitam fazer afirmações categóricas. Mas aquilo que sabemos é preocupante: <a target="_blank" href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=643800069&amp;att_display=n&amp;att_download=y">o inquérito ICOT do INE (2023)</a> revela que mais de 1,2 milhões de pessoas já sofreram discriminação em Portugal, e a exploração laboral de trabalhadores imigrantes na agricultura intensiva alentejana — amplamente documentada em Odemira, Beja e concelhos limítrofes — configura algumas das mais graves violações de direitos humanos registadas no país nas últimas décadas. Os peritos da Comissão Europeia contra o Racismo e Intolerância do Conselho da Europa (CECRI), no seu <a target="_blank" href="https://portal.oa.pt/comunicacao/imprensa/2025/6/18/europa-alarmada-com-violencia-racista-em-portugal/">relatório de 2025</a>, manifestou alarme com o aumento do discurso de ódio em Portugal. Não podemos fingir que estas questões não têm particular expressão numa região onde milhares de trabalhadores estrangeiros vivem em condições próximas de trabalho forçado.</p><p>E depois há o radicalismo político. Basta olhar para <a target="_blank" href="https://cnnportugal.iol.pt/eleicoes/legislativas2025/resultados/vitorias-concelhos-freguesias">o mapa das últimas eleições legislativas</a>. Nas legislativas de 2024, o Chega conquistou vitórias em concelhos do Alentejo e do sul do país que historicamente pertenciam à esquerda. Nas legislativas de 2025, Beja —bastião da esquerda desde as primeiras eleições livres — virou à direita e foi conquistado pelo Chega. Em Évora, o PS resistiu por pouco mais de dois mil votos. Por todo o Alentejo interior, a mancha azul-escura do Chega expandiu-se significativamente.</p><p>Compreendo a frustração que está por detrás destes votos. Décadas de abandono político produziram resultados: serviços públicos desmantelados, acessos rodoviários e ferroviários insuficientes, falta de oportunidades para os jovens, um tecido económico frágil e dependente. Quando as pessoas sentem que foram esquecidas, votam em quem promete rutura — mesmo que essa rutura não ofereça soluções concretas, apenas ódio e bodes expiatórios. É um fenómeno europeu, mas no Alentejo tem um terreno particularmente fértil precisamente por causa do abandono de que a região tem sido vítima.</p><p>O que me separa de Henrique Raposo não é o diagnóstico — é o método e a proposta. O cronista identifica os sintomas, mas a sua receita resume-se a culpar os músicos por cantarem canções luminosas enquanto a região sofre. Como se a música tivesse a obrigação de ser necrológio. Como se a cultura só fosse legítima quando espelha tragédia.</p><p>A resposta aos problemas do Alentejo não está em calar as canções. Está em políticas concretas, pragmáticas e baseadas em evidências, a forma séria de fazer política. Investimento em saúde mental com equipas comunitárias no terreno, como propõem vários programas autárquicos e o próprio Plano de Recuperação e Resiliência; reforço dos cuidados de saúde primários nas zonas de maior isolamento; uma estratégia de combate à pobreza que reconheça as especificidades regionais; a regionalização como instrumento de descentralização de poder e recursos, permitindo que o Alentejo tenha finalmente voz nas decisões que o afetam, em vez de depender de quem governa de longe e visita de longe; investimento em ferrovia e mobilidade que quebre o isolamento físico; fiscalização laboral efetiva na agricultura intensiva; e uma política de habitação digna que não empurre as pessoas para a margem. São estas as respostas que devemos exigir — não crónicas que trocam o diagnóstico pelo desprezo.</p><p>O Alentejo não precisa de &quot;musiquinhas&quot; para se esconder — como bem escreveu <a target="_blank" href="https://oalentejo.pt/do-alentejo-para-o-henrique-raposo-o-alentejo-nao-cabe-numa-cancao-nem-numa-diatribe/">o jornal O Alentejo</a> em resposta a esta mesma crónica. Mas também não precisa de crónicas que reduzam uma região inteira ao catálogo das suas desgraças. Precisa de ser tratado como o que é: um território complexo, com problemas sérios e documentados, mas também com gente que canta, que cria, que resiste e que merece mais do que condescendência de quem observa de longe.</p><p>Os números são reais. Os estudos são fiáveis. As referências que aqui cito são verificáveis. Estes problemas existem e têm de ter solução. Não podemos ter uma região deixada para trás nestes aspetos — nem podemos aceitar que a denúncia legítima venha embalada no desprezo por quem, apesar de tudo, ainda encontra motivos para cantar.</p><p></p><p><strong>Pedro Pessoa, 14/03/2026</strong></p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Um futuro Seguro entre Belém e Kyiv?]]></title>
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            <pubDate>Thu, 26 Feb 2026 19:15:00 +0000</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/newsarticles/2026/expressoibf.jpg/8b20f5958410360d8352b35fbf4c2f42/expressoibf.jpg" width="1880" height="1088" alt="Um futuro Seguro entre Belém e Kyiv?"></p>
                                                <p>Dia 8 de fevereiro, o dia em que Portugal escolheu a moderação em vez do extremismo, na eleição de António José Seguro. O candidato moderado e europeísta ganha com o inequívoco apoio de <a rel="noopener noreferrer" target="_blank" href="https://expresso.pt/politica/eleicoes/presidenciais-2026/2026-02-08-antonio-jose-seguro-ultrapassa-mario-soares-e-torna-se-o-mais-votado-de-sempre--026c1202?utm_source=expresso&amp;utm_medium=category&amp;utm_campaign=WEB&amp;utm_content=/politica/eleicoes/presidenciais-2026/2026-02-08-antonio-jose-seguro-ultrapassa-mario-soares-e-torna-se-o-mais-votado-de-sempre--026c1202"><u>mais de 66% do eleitorado</u></a> e, assim, ganha a democracia liberal, ao invés do populismo e retóricas falaciosas.</p><p>Mas os portugueses procuram mais que moderação e manutenção do <em>status quo</em>. Seguro tem diante de si o desafio de exercer uma magistratura de influência à altura de uma nação que aspira a padrões de vida equiparáveis aos melhores da Europa. Um <a rel="noreferrer noopener" target="_blank" href="https://mcas-proxyweb.mcas.ms/certificate-checker?login=false&amp;originalUrl=https%3A%2F%2Fsicnoticias.pt.mcas.ms%2Fpais%2F2026-02-23-portugal-tem-poder-de-compra-dos-mais-baixos-da-ue-mas-e-um-dos-paises-com-maior-aumento-na-habitacao-3a7f6bab%3FMcasTsid%3D15600&amp;McasCSRF=d2607830c3fb604eae6a9cc991dae9d25643aaba5acc72210796ebbffd12f67f"><u>estudo</u></a> recente da Pordata revela que Portugal continua “na cauda da Europa” no que respeita ao poder de compra. É com os europeus que nos comparamos, e essa comparação, hoje, é desfavorável.</p><p><em>Por Inês Bravo Figueiredo (co-presidente do partido Volt), que pode ler, na íntegra, na edição online de 26 de fevereiro de 2026 do jornal Expresso.</em></p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Petição Pública <br><br> Por uma política de proteção civil preventiva, tecnologicamente avançada e orientada à segurança da população]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/peticao-publica-por-uma-politica-de-protecao-civil-preventiva-tecnologicamente-avancada-e-orientada-a-seguranca-da-populacao</link>
            <guid isPermaLink="true">https://voltportugal.org/noticias/peticao-publica-por-uma-politica-de-protecao-civil-preventiva-tecnologicamente-avancada-e-orientada-a-seguranca-da-populacao</guid>
            <pubDate>Thu, 29 Jan 2026 14:54:00 +0000</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/images/2026/storm-damage.png/ce5aca2cf06fa211bf04349e33c6caa9/storm-damage.png" width="1880" height="1088" alt="Petição Pública &lt;br&gt;&lt;br&gt; Por uma política de proteção civil preventiva, tecnologicamente avançada e orientada à segurança da população"></p>
                                                <h3><strong>O que exigimos com esta petição</strong></h3><p><strong>1. Aplicação de medidas preventivas claras e vinculativas pelo Governo<br></strong>A população está cansada de orientações vagas (“evite sair”, “fique atento”) e da desresponsabilização do poder político sobre os impactos graves que os eventos extremos climáticos causam na vida das pessoas e do país. É hora de o <strong>Governo utilizar plenamente as ferramentas legais que tem à sua disposição para proteger a população</strong>, incluindo:</p><ul><li><p><strong>Declaração de situação de alerta, contingência ou calamidade</strong> nos termos da <strong>Lei de Bases da Proteção Civil (Lei n.º 27/2006)</strong>, com todas as medidas excepcionais que daí decorrem, incluindo <strong>limitação ou condicionamento da circulação e permanência de pessoas e veículos</strong> quando justificado. </p></li><li><p>Ordenar <strong>recolher obrigatório</strong>, <strong>interdição geo-específica da circulação</strong>, e <strong>teletrabalho obrigatório</strong>, sempre que as previsões meteorológicas e os modelos de risco indiquem perigo iminente, por exemplo a partir da emissão de um alerta vermelho. Aplicar coimas severas a quem não cumprir estas regras, inclusive entidades patronais que não dispensem os seus trabalhadores de funções não essenciais, de acordo com o estipulado na lei.</p></li><li><p>Estas ferramentas estão testadas e a própria lei portuguesa prevê que situações de maior risco podem justificar condicionamentos à circulação, mobilização civil e outras medidas de proteção sob o estatuto de calamidade. </p></li></ul><p><strong>2. Uso intensivo de tecnologia para previsão e prevenção</strong></p><ul><li><p>Exigimos sistemas de previsão <strong>geo-espacialmente precisos</strong>, a nível <strong>municipal e mesmo de rua</strong>, capazes de prever as condições meteorológicas e de risco <strong>com precisão horária</strong>, permitindo determinar <strong>com antecedência</strong> quando será necessário ordenar recolher obrigatório ou interromper atividades e circulação.</p></li><li><p>Investimento em tecnologia de ponta, como análise de <strong>dados satelitais, meteorológicos e ambientais</strong>, para identificar <strong>árvores e infra-estruturas urbanas com maior risco de queda</strong>, com base em critérios fitossanitários e estruturais, alertando equipas municipais para <strong>intervenções preventivas</strong>. (<a target="_blank" href="https://prociv.gov.pt/pt/prevencao-e-preparacao/ordenamento-do-territorio/enquadramento/?utm_source=chatgpt.com">Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil </a>)</p></li></ul><p><a target="_blank" href="https://form.typeform.com/to/gFqwLbl0"><strong>Assina a Petição aqui!</strong></a></p><h3><strong>Perfil legal - o que a lei já prevê</strong></h3><p>A <strong>Lei de Bases da Proteção Civil (Lei n.º 27/2006, de 3 de julho, com alterações)</strong> estabelece que a proteção civil é uma atividade do Estado e das entidades públicas e privadas com objetivo de <strong>prevenir riscos coletivos, atenuar os seus efeitos e proteger pessoas e bens em perigo quando situações de acidente grave ou catástrofe ocorram</strong>. (<a target="_blank" href="https://www.amn.pt/Lists/Legislacao/L%2027_2006%2C%20de%2003JUL%20%28Lei%20de%20Bases%20da%20Prote%C3%A7%C3%A3o%20Civil%29.pdf?utm_source=chatgpt.com">Lei de Bases da Proteção Civil</a>)</p><p>A própria lei prevê <strong>três níveis de situações</strong>: alerta, contingência e calamidade, que podem ser declarados a qualquer parcela do território, inclusive a nível municipal, supramunicipal, regional ou nacional.</p><p>Importa salientar que, <strong>dos três</strong>, é a <strong>situação de calamidade que pode, de forma explícita, prever condicionamentos legais à circulação ou permanência de pessoas e veículos</strong>, bem como <strong>mobilização civil e restrições necessárias à gestão do risco.</strong> </p><p>Isto significa que o Governo <strong>tem o quadro legal para ordenar recolher obrigatório e outras medidas eficazes</strong> sem recorrer a figuras excepcionais como estado de emergência, desde que se utilize corretamente o regime de calamidade previsto na lei. </p><h2>Apelo </h2><p><br>A depressão <em>Kristin</em> foi um alerta, e não o único, do preço que pagamos quando a proteção civil é reativa em vez de preventiva. O Volt Portugal defende uma nova cultura de prevenção que combina <strong>ciência, tecnologia e ação governamental responsável</strong>. As vidas humanas não podem continuar a ser postas em risco por falta de decisão ou atraso na implementação de medidas que já estão ao alcance legal e técnico do país.</p><p>Junte-se a nós para exigir um futuro mais seguro e resiliente para Portugal na Assembleia da República, assinando a petição.</p><p></p><p><strong>Autor da petição:</strong></p><p><strong>Duarte Filipe Pires do Rosário Costa - Co-Presidente do Volt Portugal</strong></p><h2><a target="_blank" href="https://form.typeform.com/to/gFqwLbl0"><strong>Assina a Petição aqui!</strong></a></h2>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[A Madeira também é Europa — e a mobilidade tem de o provar]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/a-madeira-tambem-e-europa-e-a-mobilidade-tem-de-o-provar</link>
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            <pubDate>Thu, 22 Jan 2026 15:31:00 +0000</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/newsarticles/2026/expresso.jpg/0832809203ec374eb2203c043b17dbee/expresso.jpg" width="1880" height="1088" alt="A Madeira também é Europa — e a mobilidade tem de o provar"></p>
                                                <p>Imagine que, para ir trabalhar, estudar, visitar a família ou tratar de um assunto de saúde, tinha primeiro de adiantar várias centenas de euros — e só meses depois saberia se lhe devolveriam parte do dinheiro? Para muitos madeirenses e porto-santenses, esta não é uma hipótese teórica. É a realidade quotidiana da mobilidade. </p><p>Viver numa ilha não pode significar viver com menos direitos. No entanto, quando o acesso a um avião depende da conta bancária e não da cidadania, algo está profundamente errado. A mobilidade deixa de ser um direito e transforma-se num privilégio. </p><p>É por isso que o debate sobre o Subsídio Social de Mobilidade não é técnico nem burocrático. É político. E é europeu. Porque a União Europeia assenta num princípio simples, mas exigente: todos os cidadãos devem ter acesso igual às oportunidades, independentemente do território onde vivem. A coesão territorial não é retórica de tratados — é um compromisso concreto com pessoas reais. </p><p>Hoje, o modelo aplicado à Madeira e aos Açores continua a falhar nesse compromisso. Ao obrigar os cidadãos a pagar primeiro e a serem reembolsados depois, o sistema penaliza quem tem menos liquidez, agrava desigualdades sociais e transforma a insularidade num obstáculo económico. Acresce a exclusão das ligações interilhas, como se a continuidade territorial terminasse dentro da própria região autónoma. </p><p>Este problema não é inevitável. Há alternativas a funcionar noutros pontos da Europa. Há soluções técnicas conhecidas. O que tem faltado é vontade política sustentada e capacidade de projetar esta realidade para o espaço onde muitas decisões estruturais são hoje influenciadas: o plano europeu. </p><p>É precisamente nesse contexto que se insere a colaboração entre o JPP e o Volt. Nos dias 23 e 24 de janeiro, Filipe Sousa estará no Parlamento Europeu, em Bruxelas, acompanhado de Duarte Costa e Inês Bravo Figueiredo para reunir com membros da delegação dos eurodeputados do Volt e com a liderança europeia do partido, levando a voz dos madeirenses diretamente aos centros de decisão europeus. Não para pedir exceções, mas para exigir coerência entre os valores europeus e a vida concreta de quem vive nas regiões ultraperiféricas. </p><p>O Volt Portugal é um partido europeu com representação no Parlamento Europeu e presença em vários Estados-membros. Colaborar com um movimento como o JPP significa criar a possibilidade de transformar uma reivindicação regional num dossiê </p><p>europeu, articular alianças com outros representantes de territórios insulares e ultraperiféricos e pressionar as instituições para soluções alinhadas com os princípios da coesão, da justiça social e da continuidade territorial. </p><p>Esta colaboração não é simbólica. É trabalho político concreto. Inclui reuniões com eurodeputados responsáveis por pastas ligadas à mobilidade e à justiça territorial, contactos com redes europeias que trabalham estas matérias e a construção de compromissos políticos públicos do Volt e do JPP relativamente à mobilidade nas regiões ultraperiféricas. A visita inclui também a participação do JPP na Assembleia</p><p>Geral do Volt Holanda, um dos maiores encontros do partido na Europa, onde este tema será discutido perante centenas de militantes e eleitos de vários países. </p><p>Há aqui uma dimensão que importa sublinhar: tanto o JPP como o Volt nasceram de movimentos de cidadãos que decidiram não esperar que a política mudasse sozinha. Partilham uma génese cívica, uma proximidade às pessoas e uma recusa em aceitar injustiças e ineficiências como “fatalidades”. Esta convergência não apaga identidades </p><p>nem dilui prioridades regionais e europeias — pelo contrário, amplifica-as. </p><p>Para o leitor, especialmente para quem vive fora das ilhas, esta discussão pode parecer distante. Mas não é. Uma Europa que aceita que milhões de cidadãos enfrentem obstáculos estruturais à mobilidade é uma Europa que fragiliza o seu próprio projeto, numa altura que ele mais precisa de estar unido. Hoje são as ilhas; amanhã pode ser a Gronelândia ou outros territórios esquecidos. </p><p>A Madeira não pede privilégios. Pede igualdade. Pede que a Europa funcione da mesma forma para quem vive no Funchal, no Porto Santo, em Lisboa ou em Amesterdão. Pede que o direito de circular, trabalhar e viver plenamente não dependa da geografia nem da capacidade de adiantar dinheiro. </p><p>A mobilidade é um direito fundador da cidadania europeia. Torná-la efetiva nas regiões ultraperiféricas é um teste à credibilidade da União — e também à capacidade dos partidos de trabalharem juntos além-fronteiras para resolver problemas reais. </p><p>É esse teste que estamos a fazer. E é esse o caminho que vale a pena percorrer e para o qual convidamos todos para se juntarem ao Volt e ao JPP, por uma nova geração de políticos.</p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Volt leva JPP a Bruxelas para trazer a mobilidade da Madeira ao centro da agenda europeia]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/volt-leva-jpp-a-bruxelas-para-trazer-a-mobilidade-da-madeira-ao-centro-da-agenda-europeia</link>
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            <pubDate>Wed, 21 Jan 2026 15:20:00 +0000</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/images/2026/jpp.jpeg/77fb4e01575701bee4735be8382a87e9/jpp.jpeg" width="1880" height="1088" alt="Volt leva JPP a Bruxelas para trazer a mobilidade da Madeira ao centro da agenda europeia"></p>
                                                <p>A iniciativa insere-se num processo de aproximação e colaboração política promovido pelo Volt, que pretende trabalhar com o JPP na projeção europeia de um problema que afeta milhares de cidadãos portugueses e que coloca em causa princípios estruturantes da União Europeia, como a igualdade entre cidadãos e a continuidade territorial.</p><p></p><p>No Parlamento Europeu, Filipe Sousa levará a realidade dos madeirenses a quem decide e influencia políticas europeias, denunciando um sistema que obriga os cidadãos das ilhas a adiantar centenas de euros para viajar, aguardando meses por reembolsos, transformando a mobilidade num privilégio e não num direito.</p><p></p><p>“A Madeira também é Europa — e tem de o ser para todos, não apenas para quem pode pagar um voo e esperar meses pelo reembolso”, afirma Filipe Sousa, sublinhando que a mobilidade deve ser tratada como um direito fundamental da cidadania europeia.</p><p></p><p>Para Duarte Costa, co-presidente do Volt Portugal, “fizemos questão de convidar o JPP para este trabalho conjunto, porque reconhecemos no JPP um movimento com a mesma matriz que a nossa: ambos nascemos de cidadãos independentes que decidiram fazer política de forma diferente. Esta colaboração mostra que é possível levar uma causa que nasce nas ilhas até ao coração da União Europeia, sem perder identidade nem proximidade às pessoas”.</p><p></p><p>Já Inês Bravo Figueiredo, co-presidente do Volt Portugal, sublinha que “esta aproximação reflete uma nova geração de política europeia, baseada na cooperação entre movimentos cidadãos, na justiça territorial e na convicção de que viver numa ilha não pode significar ter menos direitos”.</p><p></p><p>A agenda inclui ainda a participação do JPP, igualmente a convite do Volt, na Assembleia Geral do Volt Holanda, um dos maiores encontros do partido na Europa, onde o tema da mobilidade nas regiões ultraperiféricas será debatido perante dirigentes, eleitos e militantes de vários países.</p><p></p><p>Esta iniciativa marca um passo relevante na construção de uma colaboração política estruturada entre o JPP e o Volt, levando a voz da Madeira para o centro das decisões europeias e afirmando uma nova forma de fazer política, mais próxima dos cidadãos e mais justa para todos os territórios.</p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Democracia ou deriva autocrática: a decisão dos portugueses na segunda volta]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/democracia-ou-deriva-autocratica-a-decisao-dos-portugueses-na-segunda-volta</link>
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            <pubDate>Mon, 19 Jan 2026 21:14:00 +0000</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/images/2026/presidenciais/palacio_de_belem_-_lisboa_-_portugal_%285284659273%29.jpg/1b89db11c1da82cc42970c59495c5d0e/palacio_de_belem_-_lisboa_-_portugal_%285284659273%29.jpg" width="1880" height="1088" alt="Democracia ou deriva autocrática: a decisão dos portugueses na segunda volta"></p>
                                                <p>Os eleitores reconheceram uma candidatura focada no país real, capaz de olhar para Portugal na sua diversidade: os desafios do interior e das grandes cidades, as preocupações dos idosos, às questões da igualdade de género e as aspirações das gerações mais jovens. É a vitória de uma campanha assente no respeito institucional e na capacidade de agregação, num momento em que a democracia portuguesa enfrenta tensões reais que não podem ser relativizadas.</p><p>É, por isso, com profunda consternação que observamos a reação dos candidatos e líderes do centro-direita português. Sem exceção, Montenegro, Cotrim Figueiredo e Marques Mendes colocaram em pé de igualdade o valor e a legitimidade de António José Seguro e André Ventura, contribuindo para a normalização da extrema-direita e revelando uma preocupação maior com a disputa de espaço político do que com a defesa da democracia liberal. Esta posição falha profundamente com o projeto político dos seus próprios partidos e com as suas bases eleitorais, assentes seja na social-democracia, seja no liberalismo clássico, ambos diametralmente opostos a um projeto antidemocrático e de ruptura com o regime liberal iniciado com a Revolução de 25 de Abril de 1974, consolidado com o 25 de Novembro de 1975 e reforçado decisivamente com a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia a 1 de junho de 1986.</p><p>Esta equiparação é totalmente equivocada e politicamente irresponsável. André Ventura representa uma lógica autoritária, ancorada em valores explicitamente associados ao Estado Novo que constituem um insulto direto ao legado de Francisco Sá Carneiro e aos princípios fundadores do liberalismo democrático em Portugal. A possibilidade de regressão democrática da nossa sociedade constitui um risco incomparavelmente maior do que qualquer perda conjuntural de eleitorado do PSD ou divergência em matéria de política económica. Como bem sintetiza a conhecida citação: <em>“O mundo não será destruído por quem pratica o mal, mas por quem o vê acontecer e nada faz”</em></p><p>A segunda volta destas eleições presidenciais constitui, na perspetiva do Volt enquanto partido europeu social-liberal, ecologista e progressista, um momento histórico da vida democrática portuguesa. Convoca todos os democratas, numa pluralidade que vai do CDS à esquerda liberal, a unir-se a António José Seguro na defesa do regime democrático, do Estado de Direito e de uma Presidência da República agregadora de todos os portugueses. Do outro lado, está um candidato que divide, cuja intervenção política se pauta pela desinformação, pela polarização, pelo caos, pela mentira e pelo discurso de ódio.</p><p>O Chega, com referências claras e reiteradas à valorização do regime ditatorial do Estado Novo, e a sua família política europeia, os Patriotas pela Europa, com ligações conhecidas e perigosas aos regimes de Putin e de Trump, representam um caminho de desmantelamento de uma construção laboriosa de paz, liberdade, do Estado de Direito e respeito pela dignidade humana. Uma construção erguida ao longo de décadas em Portugal e na Europa, cujo projeto europeu é o seu expoente máximo, coletivo e civilizacional.</p><p>Também no plano económico, geopolítico e do sistema político, a distância entre António José Seguro e André Ventura é absoluta. Seguro representa uma visão alinhada com uma economia social de mercado, responsabilidade orçamental, justiça social, compromisso europeu e respeito pelas regras multilaterais. Ventura defende um projeto populista, errático, hostil à integração europeia e incompatível com a estabilidade institucional e a previsibilidade económica de que Portugal necessita para garantir crescimento sustentável, investimento e coesão social.</p><p>O resultado da primeira volta destas eleições expõe um país fraturado. Por um lado, uma larga maioria que se revê numa pluralidade de projetos próprios de uma democracia liberal. Por outro, uma minoria expressiva, que apoia um projeto disposto a experimentar os desvios perigosos da direita radical contemporânea de Trump, Orbán e Bolsonaro que ameaçam a paz, a democracia e a estabilidade internacional.</p><p>Reconhecemos igualmente a qualidade de outras campanhas positivas e construtivas, em particular as campanhas progressistas de Jorge Pinto e Catarina Martins. Os eleitores quiseram convergir em torno de um centro moderado, europeísta e progressista, com reais possibilidades de vitória. Parabéns a ambos, bem como a André Pestana, António Filipe e Manuel João Vieira, por terem respeitado desde a primeira hora este sentimento e por se terem somado ao apoio a António José Seguro na segunda volta.</p><p>Apesar de menos positiva e também sem posicionamento claro sobre quem apoia, importa igualmente assinalar a campanha de Henrique Gouveia e Melo e a relevância do seu resultado eleitoral. A força de uma candidatura independente que representa eleitores que procuram renovação política suprapartidária, sem resvalar para extremismos, é um sinal positivo a assinalar. É fundamental que Gouveia e Melo se posicione no apoio à candidatura da democracia, do respeito pela República e pela Constituição, valores que sempre afirmou defender.</p><p>A 8 de fevereiro, o país é chamado a decidir. O Volt apela a uma mobilização nacional em defesa da democracia, do Estado de Direito e do projeto europeu, <strong>apoiando António José Seguro</strong>. Apelamos sobretudo ao eleitores do centro direita que se somem aos restantes quadrantes democráticos a expressarem uma derrota inequívoca do projeto antidemocrático de André Ventura. </p><p>O Volt contribuirá ativamente para esta vitória, trazendo apoios nacionais e internacionais, esclarecimento e uma voz europeia firme, porque um Portugal mais seguro é um Portugal em democracia, e uma União Europeia forte é uma união assente na democracia, nos direitos humanos e no Estado de Direito.</p><p>É nessa Europa que queremos estar.<br>É essa Europa que queremos reforçar, em Portugal e à escala mundial.</p><p><br>Duarte Costa e Inês Bravo Figueiredo<br>Co-presidentes do Volt Portugal</p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Volt Portugal apoia António José Seguro nas Eleições Presidenciais]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/volt-portugal-apoia-antonio-jose-seguro-nas-eleicoes-presidenciais</link>
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            <pubDate>Wed, 14 Jan 2026 18:06:00 +0000</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/images/2026/presidenciais/whatsapp-image-2026-01-14-at-19.51.39.jpeg/6d585bdfb19170a02e44f412700834cf/whatsapp-image-2026-01-14-at-19.51.39.jpeg" width="1880" height="1088" alt="Volt Portugal apoia António José Seguro nas Eleições Presidenciais"></p>
                                                <p>O partido sublinha que a decisão surge num contexto político nacional de crescente polarização, no qual se torna essencial mobilizar as forças democráticas em torno de um candidato capaz de garantir estabilidade institucional, diálogo e coesão social. Para o Volt, o próximo Presidente da República deve ser moderado, europeísta e capaz de representar a diversidade da sociedade portuguesa, funcionando como um elemento de despolarização e como um contraponto democrático e construtivo num sistema político atualmente dominado pela AD.</p><p>No plano europeu e internacional, o Volt destaca a importância de um Presidente comprometido com o aprofundamento do projeto europeu e com a autonomia estratégica da Europa, num contexto de instabilidade geopolítica, conflitos militares e tensões económicas globais. A convergência de António José Seguro com uma visão de uma Europa mais unida, economicamente produtiva e socialmente sustentável foi um dos fatores centrais da decisão.</p><p>Embora reconheça diferenças de visão quanto ao grau de integração europeia e à ambição em matéria de defesa comum, o Volt considera essas diferenças como uma oportunidade para o debate democrático.<br>“O Volt espera poder trabalhar com António José Seguro no sentido de abrir o debate e o diálogo dentro da sociedade portuguesa sobre o futuro da construção europeia e sobre a possibilidade de avançarmos para uns verdadeiros Estados Unidos da Europa, perante riscos geopolíticos reais e também aqueles que hoje são percepcionados como profundamente preocupantes pela sociedade portuguesa”, afirma Duarte Costa, co-presidente do Volt Portugal.</p><p>“É possível construir um Portugal que é motivo de orgulho coletivo: um país inovador e dinâmico, onde os cidadãos participam na vida democrática e onde é garantida a igualdade de oportunidades. Uma sociedade em que ninguém fica de fora ou para trás, independentemente da origem, condição social ou percurso de vida. Acreditamos que António José Seguro é o candidato mais próximo destes valores” refere Inês Bravo Figueiredo, co-presidente do Volt Portugal.</p><p>O partido sublinha ainda a especificidade das eleições presidenciais, nas quais apenas dois candidatos passam à segunda volta e apela à mobilização de todas as forças progressistas, da esquerda ao centro-direita, sobretudo perante o risco real de uma segunda volta contra a extrema-direita. Este é também um apelo à responsabilidade democrática e à cidadania ativa.</p><p>Com este apoio, o Volt Portugal apela ao voto em António José Seguro, defendendo uma Presidência da República que una os portugueses, reforce o compromisso europeu de Portugal e contribua para uma democracia mais participativa, informada e resiliente.</p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Presidenciais 2026]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/presidenciais-2026</link>
            <guid isPermaLink="true">https://voltportugal.org/noticias/presidenciais-2026</guid>
            <pubDate>Mon, 12 Jan 2026 22:18:00 +0000</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/images/2026/presidenciais/manuela2.jpeg/4715c4f7f092c2e9f5ec77635fc4fa13/manuela2.jpeg" width="1880" height="1088" alt="Presidenciais 2026"></p>
                                                <p>Apesar da mobilização de inúmeros voluntários e apoiantes em todo o país, não foi possível reunir, dentro dos prazos legais, as assinaturas necessárias para a validação formal da candidatura.</p><p>Este resultado não apaga nem enfraquece o essencial: houve pessoas reais, em todo o país, a organizar-se, a debater, a participar e a acreditar que a política pode ser feita de outra forma. É isso que sempre nos move. O processo revelou algo mais profundo e preocupante: um sistema que continua a dificultar a emergência de alternativas através de um tratamento desigual por parte da comunicação social.</p><p>Quando novas vozes são ignoradas ou marginalizadas, não é uma candidatura ou partido que perde, é a democracia que empobrece.</p><h4>O que acontece agora?</h4><p>Várias pessoas que acompanham e apoiam o Volt quiseram saber como avaliamos as várias candidaturas validadas e qual seria aquela que indicaríamos o voto. Em primeiro lugar, o Volt é um partido profundamente democrático dando aos seus membros voz nos momentos mais importantes.</p><p>Perante este contexto, o Conselho Nacional do Volt Portugal decidiu abrir um novo processo interno, participativo e democrático, onde todos os membros puderam, de forma informada, votar se e que candidatura presidencial validada deveria receber o apoio do Volt. Nos próximos dias vamos partilhar:</p><ul><li><p>as análises comparativas claras entre as nossas prioridades e os manifestos dos candidatos.</p></li><li><p>Revelar a escolha democrática do Volt.<br></p></li><li><p>Divulgar de forma mais aprofundada os pontos de contacto entre o Volt e o manifesto do candidato escolhido.<br></p></li></ul><p>Este comunicado é também um convite</p><ol start="1"><li><p>Se acredita que a política deve ser feita forma participada e informada. </p></li><li><p>As decisões públicas devem ser baseadas em dados, ciência e impacto real.</p></li><li><p>Portugal ganha mais numa Europa federal, segura, solidária e com voz no mundo.</p></li><li><p>Que o futuro se constrói com inovação e renovação política.</p></li></ol><p>Então o Volt é o seu espaço político. Não somos um partido de líderes intocáveis.<br>Somos uma comunidade europeia de pessoas que participam, decidem e constroem. </p><ul><li><p>Junte-se.</p></li><li><p>Participe.</p></li><li><p>Ajude-nos a levar uma nova geração de ideias ao centro do poder democrático.</p></li></ul><p>Volt Portugal<br>Por uma democracia mais participada.<br>Por uma Europa mais unida.<br>Por um futuro que se constrói, juntos.</p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Volter publica artigo no Jornal de Sintra]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/volter-publica-artigo-no-jornal-de-sintra</link>
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            <pubDate>Fri, 19 Dec 2025 15:52:00 +0000</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/images/2025/autarquicas2025/autarquicas_almargem/pedro-caetano-pires.jpg/4bff84d34fb6d1ed7513776f11e768b9/pedro-caetano-pires.jpg" width="1880" height="1088" alt="Volter publica artigo no Jornal de Sintra"></p>
                                                <p>Ainda no rescaldo da Greve Geral do último dia 11 de dezembro, Pedro Caetano Pires, coordenador da Concelhia de Sintra do Volt Portugal, medita sobre a proposta de reforma da lei laboral apresentada pelo Governo.</p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Reforma Laboral: Flexível, mas desprovida de segurança]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/titulo-reforma-laboral-flexivel-mas-desprovida-de-seguranca</link>
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            <pubDate>Thu, 11 Dec 2025 15:47:00 +0000</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/images/2025/women-4918430_1920.jpg/a67e86f422b8bf51b683e775d38ba607/women-4918430_1920.jpg" width="1880" height="1088" alt="Reforma Laboral: Flexível, mas desprovida de segurança"></p>
                                                <p>O debate sobre a lei laboral em Portugal está, infelizmente, refém de uma dicotomia falsa: à direita, o foco recai nos benefícios para as empresas, argumentando que a flexibilização é a chave para o crescimento ; enquanto à esquerda, a ênfase é colocada nos custos para os trabalhadores, defendendo a manutenção de postos de trabalho como prioridade. </p><p>Aos governos em Portugal falta uma perspetiva europeia e global na conceção das políticas para o mercado de trabalho, essencial para que o país se posicione como competitivo e atrativo para o investimento, e falta o pragmatismo de reconhecer que há boa e má flexibilização laboral. </p><p>O <strong>Volt Portugal </strong>defende que a resposta para dinamizar o emprego respondendo à necessidade de maior  flexibilidade passa  simultaneamente em reforçar a proteção social  dos trabalhadores. O modelo nórdico de flexissegurança defendido pelo Volt em Portugal, consiste numa facilitação de contratações permanentes mas também de despedimentos  acompanhada de um reforço da proteção social em caso de desemprego, funcionando como uma rede de segurança para os trabalhadores em transição, ou seja, entre trabalhos no seio de um mercado laboral com mais dinamismo e facilidade de encontrar empregos estáveis e atrativos. </p><p>É crucial que a legislação laboral promova a competitividade para atrair empresas em setores dinâmicos , mas essa competitividade não pode ser alcançada desprotegendo quem trabalha e sobretudo quem perde um emprego em resultado de maior flexibilidade no mercado. Atualmente, a proteção é para postos de trabalho e não para os trabalhadores, o que leva muitas vezes à manutenção pessoas em posições em que ambas as partes estão insatisfeitas e até à continuidade de empresas inviáveis com estruturas rígidas que impedem a alocação eficiente de recursos e são um entrave à produtividade e competitividade global da nossa economia.</p><p>A flexisegurança visa proteger trabalhadores e empresas ao mesmo tempo, sendo que um exemplo emblemático é conceder direito a um subsídio de desemprego de curta duração aos trabalhadores que se demitem, o que existe em alguns países europeus e reconhece os trabalhadores vítimas de abusos laborais, dinamizando o mercado de trabalho e incentivando a mobilidade. </p><p>A verdadeira flexisegurança inclui propostas para garantir a segurança de trabalhadores independentes e empresários em nome individual, que muitas vezes não têm acesso às mesmas proteções sociais, sendo crucial a criação de um sistema de proteção social adaptado às suas especificidades para garantir a segurança financeira em caso de doença, desemprego ou reforma.</p><p>O <strong>Volt Portugal</strong> reconhece que a flexibilização é necessária em temas específicos onde a legislação portuguesa se encontra desajustada face a outros países da UE, o que obstaculiza a atratividade e competitividade do país. Um exemplo claro são os processos de despedimento, frequentemente longos e incertos , com a OCDE a identificar Portugal como um dos países com maior rigidez, com consequências negativas. </p><p>Para tornar Portugal mais atrativo para empresas de alto valor acrescentado, mas sujeitas a forte concorrência internacional, deve rever-se a lei de indemnizações por despedimento, protegendo os trabalhadores mais vulneráveis. Isto pode ser alcançado através de indemnizações que se mantenham ativas apenas até que o trabalhador consiga um novo emprego. Assim, trabalhadores qualificados que transitem rapidamente não representam um fardo para a empresa anterior, enquanto aqueles que enfrentam um desemprego prolongado continuam a ter apoio financeiro.</p><p>&quot;Se as reformas forem feitas de forma limitada e pela metade, quem mais sai prejudicado é o trabalhador&quot;, afirma Inês Bravo Figueiredo. &quot;Nomeadamente a trabalhadora mulher em idade de ter filhos, os jovens casais à procura de uma situação laboral mais estável para começar a constituir família, os trabalhadores com idosos ou crianças a cargo que precisem de cuidados. Todos os perfis que não podem atender chamadas fora de horas ou ‘vestir a camisola’ de uma empresa com dedicação quase cultista, muitas vezes apenas para garantir uma renovação do contrato. A Flexisegurança pode ajudar estas pessoas mais que o sistema actual ou o que o Governo AD de Luís Montenegro promete, que é flexível, mas muito pouco seguro.&quot;</p><p>Inês Bravo Figueiredo conclui: &quot;O país só será verdadeiramente competitivo se a legislação laboral for capaz de atrair e reter empresas de alto valor acrescentado, que são a chave para a criação de empregos bem remunerados. Empresas que não consigam ser economicamente viáveis, garantindo salários e direitos mínimos aos trabalhadores, devem falir e promover a realocação de recursos para setores mais produtivos e sustentáveis. Contudo, para que este sistema funcione, é necessário criar condições de segurança que impeçam que um despedimento ou uma falência resultem em dificuldades financeiras severas.</p><p></p><p></p><p><strong>Contacto de Imprensa:</strong> </p><p>Jorge Vide - <a href="mailto:jorge.vide@volteuropa.org">jorge.vide@volteuropa.org</a> tlm: +351 926920381</p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Mensagem de pesar pelo falecimento do Francisco Pinto Balsemão]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/mensagem-de-pesar-pelo-falecimento-do-francisco-pinto-balsemao</link>
            <guid isPermaLink="true">https://voltportugal.org/noticias/mensagem-de-pesar-pelo-falecimento-do-francisco-pinto-balsemao</guid>
            <pubDate>Thu, 23 Oct 2025 13:00:00 +0100</pubDate>
            <description><![CDATA[<p>Foi um homem que sempre soube não perder o foco e a integridade, viver de acordo com os seus valores. Um homem que não recusava contratar um bom talento jornalístico pela diferença partidária, que lutou por muitas das leis da liberdade de expressão que nos protegem hoje de culturas de cancelamento, que sempre procurou inovar e garantir o pluralismo de ideias, opiniões e pontos de vista. Destacamos inclusive a opinião favorável ao federalismo europeu, uma causa que tanto defendemos. O Volt, na sua mensagem de memória a Francisco Pinto Balsemão, escolhe esta imagem. Balsemão e Soares, fundadores do PS e do PSD, a rir e conversar como velhos amigos. Os que vivem e lucram no clima de polarização para que nos querem empurrar, querem que estas imagens deixem de existir. Querem que estes dois senhores deixem de ser amigos, que se odeiem e que lutem entre si. A democracia multipartidária é o legado destes dois homens para o País, com todos os erros cometidos que agora reconhecemos, e é missão de uma nova geração de políticos corrigir e inovar.</p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Quatro eleitos Volt: Um novo partido europeu na política local portuguesa]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/quatro-eleitos-volt-um-novo-partido-europeu-na-politica-local-portuguesa</link>
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            <pubDate>Wed, 15 Oct 2025 12:20:00 +0100</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/images/volt_default.png/078ddacba38a5d411c0cd4d4c5705e01/volt_default.png" width="1880" height="1088" alt="Quatro eleitos Volt: Um novo partido europeu na política local portuguesa"></p>
                                                <table><tbody><tr><td rowspan="1" colspan="1"><p>Órgão autárquico</p></td><td rowspan="1" colspan="1"><p>Candidatura</p></td><td rowspan="1" colspan="1" data-colwidth="177"><p>Mandatos</p></td><td rowspan="1" colspan="1"><p>Nome</p></td></tr><tr><td rowspan="1" colspan="1"><p>Câmara Municipal de Torres Vedras</p></td><td rowspan="1" colspan="1"><p>Mov de Cidadãos: Unidos por Torres Vedras (Coligação PSD/CDS/VP)</p></td><td rowspan="1" colspan="1" data-colwidth="177"><p>1 Vereador no executivo</p></td><td rowspan="1" colspan="1"><p>Rui Estrela Silva</p></td></tr><tr><td rowspan="1" colspan="1"><p>Assembleia Municipal de Rio Maior</p></td><td rowspan="1" colspan="1"><p>Candidatura Volt (independente)</p></td><td rowspan="1" colspan="1" data-colwidth="177"><p>1 deputado municipal</p></td><td rowspan="1" colspan="1"><p>Luís Tirano</p></td></tr><tr><td rowspan="1" colspan="1"><p>Assembleia de Freguesia de Rio Maior</p></td><td rowspan="1" colspan="1"><p>Candidatura Volt (independente)</p></td><td rowspan="1" colspan="1" data-colwidth="177"><p>1 eleito na Assembleia de Freguesia</p></td><td rowspan="1" colspan="1"><p>Manuel José Neto</p></td></tr><tr><td rowspan="1" colspan="1"><p>Assembleia de Freguesia de Trouxemil e Torre de Vilela (Coimbra)</p></td><td rowspan="1" colspan="1"><p>Mov de Cidadãos: Juntos Somos Coimbra (Coligação PSD/CDS/IL/NC/ PPM/VP/MPT)</p></td><td rowspan="1" colspan="1" data-colwidth="177"><p>1 eleito na Assembleia de Freguesia</p></td><td rowspan="1" colspan="1"><p>Carlos Leite</p></td></tr></tbody></table><p>Duarte Costa, co-presidente do Volt em Portugal afirma que <em>o Volt consegue, em Portugal, com a confiança de milhares de eleitores, colher os frutos de um trabalho árduo de cinco anos com a eleição de uma nova geração de políticos locais e assim entrar no sistema político português. Estamos verdadeiramente motivados para com estes mandatos eleitos trabalhar afincadamente junto das populações e em ligação com os nossos colegas no resto da Europa para evidenciar o diferencial de termos o Volt em Portugal. Nós estamos seguros da grande vantagem deste projeto europeu, mas queremos que os portugueses agora possam testemunhá-lo na prática.</em></p><p><br></p><p>Inês Bravo Figueiredo, também co-presidente do partido, acrescenta que <em>a eleição de representantes em diferentes pontos do país mostra que há uma vontade coletiva emergente de romper com o passado e construir uma política mais próxima das pessoas. Fizemos um trabalho de proximidade e de empoderamento de líderes locais para com eles, trazermos o Volt aos seus concelhos e freguesias. Unidos, conseguimos e é assim, de baixo para cima que os novos partidos progressistas se estabelecem e fazem contraponto com a vaga populista e radical que se propaga na Europa.</em></p><p><br></p><p>O Volt Portugal agradece a todos os que confiaram neste projeto e a todos os voluntários, candidatos, doadores e equipas de campanha que trabalharam arduamente para que estes e outros resultados fossem possíveis. Esta eleição é um ponto de partida para uma nova forma de fazer política. Continuaremos abertos a todos os que connosco, queiram trabalhar com dedicação para transformar cada freguesia, cada município e em breve todo o país com políticas que funcionam, que despolarizam e que representam progresso e futuro.</p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comunicado: Resposta do Volt Portugal aos acontecimentos em Rio Maior]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/comunicado-resposta-do-volt-portugal-aos-acontecimentos-em-rio-maior</link>
            <guid isPermaLink="true">https://voltportugal.org/noticias/comunicado-resposta-do-volt-portugal-aos-acontecimentos-em-rio-maior</guid>
            <pubDate>Sat, 27 Sep 2025 14:06:00 +0100</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/13-contentores-cheios-alinhados.jpg/1b57ea857de088f195b4458a8ed092ac/13-contentores-cheios-alinhados.jpg" width="1880" height="1088" alt="Comunicado: Resposta do Volt Portugal aos acontecimentos em Rio Maior"></p>
                                                <p>Entre os episódios registados contam-se um engenho explosivo instalado no interior da sede de campanha do Volt Portugal em Rio Maior, chamadas telefónicas anónimas aos candidatos pertencentes à lista, vandalização dos veículos privados dos cabeças-de-lista, a colocação deliberada de 13 contentores de lixo cheios em frente à sede de candidatura do Volt Portugal em Rio Maior, e a perturbação noturna por parte de um grupo de indivíduos na residência do Jorge Silva, comprometendo a sua segurança. Estes atos não são apenas ofensivos. São profundamente inquietantes e representam uma tentativa de silenciar, intimidar e desestabilizar quem acredita numa política feita com ética, coragem e respeito.</p><p>Não vamos, nem podemos, aceitar que a democracia seja posta em causa por comportamentos que pretendem calar vozes e impedir o debate de ideias. O Volt Portugal acredita numa forma diferente de fazer política. Uma política baseada no pragmatismo, na transparência e nas boas práticas testadas em toda a Europa. Defendemos uma democracia participativa, onde o confronto de ideias é saudável, necessário e enriquecedor. Acreditamos que a política deve ser um espaço de construção coletiva, onde todos têm voz e onde ninguém é excluído por pensar diferente. Este comportamento não é digno de um país democrático e seguro, como alegamos que Portugal é.  Face à gravidade dos acontecimentos, o Volt Portugal tomou medidas concretas. Apresentámos queixa formal à Comissão Nacional de Eleições e solicitámos apoio às forças policiais no sentido de proteger a integridade dos nossos candidatos. Não o fazemos apenas por nós. Fazemo-lo por todos os que acreditam que a política deve ser um espaço seguro, aberto e digno. Fazemo-lo por todos os que recusam o medo como ferramenta política e que defendem a liberdade como valor inegociável.</p><p>Por isso, solicitamos a todas as forças políticas concorrentes que sensibilizem os membros e apoiantes para a importância de uma campanha justa, ética e respeitosa. Que promovam o diálogo, o respeito mútuo e a valorização da diversidade. Que vejam na diferença uma oportunidade de crescimento e não um motivo de hostilidade. Tal como o Volt respeita todos os candidatos e partidos que concorrem em Rio Maior, esperamos que esse respeito seja recíproco. </p><p>A Constituição da República Portuguesa consagra o direito à liberdade, à segurança e à participação política. Esses direitos não podem ser relativizados nem ignorados. São pilares da nossa democracia e devem ser protegidos por todos, independentemente da sua ideologia ou filiação partidária. Assim, apelamos à coragem de todos para corrigir esta lamentável situação.</p><p><br><img src="https://voltportugal.org/storage/ligados-a-rio-maior-candidatura-independente.png"></p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Falecimento de Maria de Jesus]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/falecimento-de-maria-de-jesus</link>
            <guid isPermaLink="true">https://voltportugal.org/noticias/falecimento-de-maria-de-jesus</guid>
            <pubDate>Tue, 29 Jul 2025 10:09:00 +0100</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/img-20250728-wa0006.jpg/389fcbb4e42b4ebe460719fadb8ea88f/img-20250728-wa0006.jpg" width="1880" height="1088" alt="Falecimento de Maria de Jesus"></p>
                                                <p>A Maria de Jesus deixa-nos o exemplo de uma vida dedicada às causas em que acreditava, em particular a defesa do projeto europeu para as futuras gerações. A Maria de Jesus sempre reforçava o sonho do projeto europeu da sua geração que queria que pudesse ser continuado e disfrutado pelos seus netos e futuras gerações.<br><br>Obrigado Maria de Jesus pela coragem de te somares para defender estes valores e este sonho que são a génese do Volt. São o pulsar eletrificante de mais de 30000 membros do nosso partido espalhados em mais de 30 paises, e que queremos continuar a comunicar e &quot;mostrar&quot; como tu tanto querias!<br><br>A Maria de Jesus deixa uma marca de mulher de força, profundamente empenhada no bem comum, de alguém que fez da dedicação ao próximo uma prática constante com sensibilidade, firmeza e sentido de missão. A sua presença fez diferença. E fará falta.<br><br>Neste momento de despedida, deixamos um abraço solidário à família, e a todas as pessoas da nossa comunidade que hoje sentem esta perda.<br>Que o amor com que viveu continue a inspirar o nosso caminho.<br><br>Com saudade e respeito,</p><p>Volt Portugal</p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Declaração do Volt Portugal após as Legislativas de 2025]]></title>
            <link>https://voltportugal.org/noticias/declaracao-do-volt-portugal-apos-as-legislativas-de-2025</link>
            <guid isPermaLink="true">https://voltportugal.org/noticias/declaracao-do-volt-portugal-apos-as-legislativas-de-2025</guid>
            <pubDate>Tue, 20 May 2025 12:26:00 +0100</pubDate>
            <description><![CDATA[<p><img src="https://voltportugal.org/img/containers/assets/images/2025/img-20250510-wa0006.jpg/73f57f1a630a011af6d01a5616bdb7a9/img-20250510-wa0006.jpg" width="1880" height="1088" alt="Declaração do Volt Portugal após as Legislativas de 2025"></p>
                                                <p><strong>Portugal vive um momento decisivo</strong>. O resultado destas eleições reforça um sinal de alarme que vem a intensificar-se a cada eleição antecipada. O crescimento da direita radical é um alerta claro de que caminhamos para um território perigoso, onde forças que rejeitam os valores democráticos ganham terreno. Um território que também assistimos noutras partes da Europa contemporânea e que a História já nos mostrou ser uma ameaça à paz social, à liberdade, a inúmeras minorias e à união e cooperação entre os povos europeus.</p><p>A instabilidade política provocada pela escolha por sucessivas dissoluções do Parlamento, derivada da falta de visão estratégica dos partidos tradicionais do centro, abriu caminho ao crescimento da extrema-direita. Este crescimento visa tomar o poder de assalto, desfazer as bases sociais e eleitorais dos partidos democráticos tradicionais de governo e tornar-se alternativa autoritária e estável depois de anos de instabilidade parlamentar e de sucessivos governos de curta duração. Este avanço representa não apenas uma ameaça política, mas um <strong>risco social e democrático profundo</strong>: a normalização do ódio, da mentira e da manipulação como formas legítimas de fazer política e a viragem do Estado democrático português para um regime iliberal, conservador e altamente permeável aos interesses obscuros que financiam o Chega e a extrema direita europeia.</p><p>Não somos ingénuos. Sabemos que este crescimento se alimenta não apenas do desespero de muitos, mas também de práticas que colocam em causa a legalidade e a ética democrática: <strong>financiamento opaco, desinformação, campanhas de medo, uso de contas falsas para manipular a opinião pública</strong>. Tudo isto deve ser denunciado e combatido com firmeza. O Chega e os partidos que se servem destas práticas apenas têm o direito de existir enquanto obedecerem <strong>às regras da democracia</strong>.</p><p>Apesar de tudo isto, acreditamos que <strong>há hoje também mais razões para ter esperança</strong>.</p><p>Milhares de pessoas estão a ativar-se politicamente e a acreditar na necessidade de política feita com verdade, seriedade e serviço. O Volt Portugal é feito dessas pessoas. Pessoas que decidiram agir. Que não se resignam e que se ativam. Que querem construir uma alternativa entre a esquerda e a direita e que é europeísta, progressista e democrática.</p><p>As eleições foram duras para o Volt. A campanha foi muito intensa e trouxe alguns sucessos na definição política e reconhecimento público do Volt. Contudo, o voto útil penalizou-nos, sobretudo nos distritos que só elegem 2 ou 3 partidos. Ainda assim, fomos <strong>o único partido progressista a crescer,</strong> depois do Livre<strong>. </strong>Em Lisboa, no Porto e em várias capitais de distrito, aumentámos a nossa presença. É um sinal claro de que este projeto tem raízes e futuro, cujo valor é resiliente mesmo nos momentos mais duros da nossa democracia. Mas precisamos de mais: <strong>mais força, mais organização, mais comunidade</strong>.</p><p>No momento de cidadania que vivemos <strong>não basta apenas votar </strong>e falar com quem está à nossa volta<strong>.</strong> Precisamos de nos unir e <strong>ser comunidade</strong>. De fazer política — mesmo sem gostar dela ou entre quem acha que política não é algo para si. Precisamos de ativar a energia cívica dos que estão preocupados com o populismo, mas também conscientes da inércia e incapacidade de quem devia ter feito melhor.</p><p><strong>O Volt está aqui para isso.</strong></p><p>Estamos aqui para oferecer uma <strong>alternativa concreta e credível ao voto de protesto antidemocrático.</strong> Também estamos disponíveis para sermos um elemento agregador entre esquerda e direita democráticas. Os democratas precisam de se unir, na sua pluralidade, para defender o regime democrático e propor uma alternativa ao populismo que compreende os receios das pessoas e responder-lhes com soluções que funcionam. </p><p>Lançamos, por isso, um apelo:</p><p><strong>Junta-te a nós. Como membro, voluntário ou simpatizante ativo.<br></strong></p><p>Não é preciso formação política, nem de muito tempo. Basta querer fazer parte de uma comunidade que não aceita o retrocesso e que quer eficazmente desmobilizar o voto no radicalismo aliciando-o a construir um país melhor, mais justo e mais livre, no espaço democrático.</p><p>Nas próximas semanas, vamos iniciar um processo de reflexão e mobilização. Queremos contar com todos — sendo ou não do Volt. Queremo-nos organizar enquanto democratas que não se conformam. Que acreditam que <strong>Portugal pode e deve ser dos melhores da Europa.</strong></p><p>Contamos com cada um e uma de vocês desse lado.<br></p><p>Conta connosco.</p><p><strong>Volt Portugal</strong></p><p><br></p>]]></description>
            <author>Volt</author>
        </item>
    </channel>
</rss>
